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Filosofia e Prática dos Asanas

Nos países ocidentais, a maioria dos praticantes de Yoga, consideram a prática como uma atividade física para se conseguir maior flexibilidade e boa forma física.

É inegável a quantidade de  benefícios fisiológicos, que vão desde: consciência corporal, que permite  flexibilidade, força, inteligência e habilidade muscular-esquelética. Somente esse benefício reduz o cansaço corporal, e, uma vez que se tem mais presença para usar meu corpo, perde-se menos energia. A prática diária dá resistência cardio-respiratória. A massagem pelas  compressões e alongamentos permitem  o funcionamento mais orientado das glândulas endócrinas e o sistema linfático e dos intestinos; entretanto mesmo reconhecendo todos esses benefícios,  o Yoga não é considerado uma atividade física pelos orientais, pois a visão de estruturas mais sutis é vista muito antes, sendo mais importante a leitura da anatomia sutil.

O Yoga estuda a anatomia sutil do corpo e da respiração  através dos 72 mil (nadis) caminho de energia, tão finos como os caminhos dos meridianos, estudados pela acupuntura. Esses caminhos,  estão expandidos em todo o nosso corpo e distribuem a energia que conseguimos captar. Qualquer  bloqueio nesses canais de energia, gera interrupção de fluxo ou bloqueio da energia. A partir daí iniciam-se muitas desarmonias.

Na visão do Yoga precisamos entender o corpo como  instrumento sagrado,   que espelha os nossos estados mentais. Equivale dizer que a nossa distração não é só na mente, mas no corpo também, porque eles são dois em um.

….”É fácil perceber isso quando estamos esperando por algo ou alguém. Nós nos mexemos de um lado para o outro, tamborilamos com os dedos, batemos os pés, mascamos chiclete, assobiamos, cantamos baixinho ou falamos sozinhos. Não conseguimos ficar silenciosos e imóveis; pessoas há na verdade, que têm medo do silêncio e da inatividade. Em outras palavras, nosso corpo e nossa mente permanecem como que num estado de fragmentação.

O Yogin se comporta de maneira oposta. Senta-se imóvel por horas, aprecia e  gosta do silêncio e da solidão, e não precisa da estimulação dos sentidos para se sentir contente. E o que o torna capaz de tudo isso é a não identificação com os sentimentos e pensamentos, e o concordar com a realidade em si. “ George Feurstein

Na prática do Yoga-asana, existem posturas móveis e imóveis,  e em ambas há o direcionamento para permanecer no presente, respeitando seu limite e mantendo-se firme e relaxado ao mesmo tempo. A respiração muito presente, como o caminho que leva a energia (prana) para dentro do corpo, e o foco da mente nas sensações do corpo.

São métricas básicas para se direcionar numa prática de Yoga, respiração, foco da mente, observação da sensações do corpo. É uma tríade que te leva a uma vivência de estados internos, já que o Yoga é uma investigação sobre si mesmo.

Conforme a prática avança, o foco mental se estabelece, você permanece num estado de presença e esse conjunto favorece um aporte de energia extra,  e esse fluir forte da energia, abre o fluxo dentro dos 72 mil caminhos de energia, desbloqueando e liberando o corpo.

Yoga nasce da investigação, da observação, nasce de um só estado…o estado de Presença. Para o iogue o espírito é uma parte mais sutil, mas não se encontra separado do corpo físico. E já que onde temos mais acesso livre é no corpo físico denso, esse veículo fantástico, é por ele mesmo que iniciamos a nossa jornada.

30 anos vivendo o caminho do Yoga. Com formação acadêmica em Educação Física, Especializações e contínua formação em Yoga e Autoconhecimento onde baseio minha atuação profissional.

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